Os dias vão se passando aqui na terra da rainha e eu pareço cada dia mais adaptado a esse tipo de vida, os modos e hábitos do povo de cá e já começo a pensar na possibilidade de não voltar – BRINCADEIRA! Mas a realidade é que as coisas andam muito boas por aqui, muito pela minha classe que é participativa e temos um professor, Llew, fantástico que além de contar todas as suas experiências está sempre disposto a nos ouvir e tirar todas as dúvidas possíveis e imagináveis. Sul-africano de nascimento e de coração, ele simplesmente parece não suportar o caminho que as coisas tomam aqui na Inglaterra e quer voltar o mais rápido possível para tua casa à beira do mar em Johanesburg.A vinda dos brasileiros para cá também só melhorou a minha relação e o modo como as coisas estão a correr pó aqui. Hoje, aliás, fui para Hastings, cidade turística próxima a Eastbourne.
O município de Hastings tem o mesmo tamanho da cidade em que estou hospedado com uma diferença: é puro morro. Sim, a cidade foi construída nas encostas e não é como Eastbourne que apesar de ter os seus declives cá e lá não inspira nenhum desafio andar pela cidade. Hastings, entretanto, tem escadas por toda a sua extensão que te levam do ponto mais baixo, rente ao mar, até o topo das montanhas. Não é tão alto assim, mas uma caminhada considerável pode ser gasta ali. Este quase condado também é muito conhecido por ser, de 1600 até hoje, um grande posto de recepção de contrabando. É o grande orgulho hastignianos (seria esta a denominação?) e em uma destas tabernas onde os piratas escondiam seus produtos contrabandeados, que iam desde gin até tabaco e ouro, fui hoje.
A localização é no alto das montanhas o que já sugere uma pergunta, no mínimo, intrigante: como eles moviam as grandes quantidades de muamba para o topo? Resposta não obtida e provavelmente não serei eu quem a responderei. As cavernas são interessantes com modelos impressionantes feitos em cera que representavam os indivíduos que ali ficavam escondidos. Alguns se mexiam, outros emitiam sons e todos pareciam representações fidedignas a realidade. O local guarda tanta história que foi preservado e transformado neste tipo de museu que cobra entrada e conta, entre suas lembranças, alguns documentos e objetos datados de três séculos atrás. Formatado para ser uma réplica das tabernas que compunham a cidade a tempos atrás, a Smuggling Cave cumpre bem sua função apesar da conservação não ser o ponto forte dos ingleses.
Saindo de lá descemos até a praia onde vi, próximos a areia, alguns pesqueiros completamente congelados, diferentemente do que poderia imaginar. Apesar do dia ter sido completamente de Sol, os lagos não descongelaram e a paisagem era magnífica, expondo o que o inverno e o inverno tem de mais belos. Os cariocas, após isto, foram torrar seus pences em diversões eletrônicas enquanto eu poupava dinheiro para minha ida à Oxford no domingo. Além de que, amanhã, vamos a Chathan, outra cidade pequena e desconhecida onde não faço a mínima idéia do que me espera.
Trilha Sonora do Dia: Justice – Let There Be Light (Não há letra, ouçam e ouçam atentamente. A música te envolve de forma impressionante).

Nao voltar é uma possibilidade, mas acho bom voce arranjar um emprego primeiro, pois o paitrocinio esta abalado...
ResponderExcluirVeja só, uma cidade litoranea cheia de morros, e voce reclamava de Eastbourn !! Me diga, nas cavernas voce pode ver coisas do tipo piratas do Caribe ou nao chega a tanto? Qto a cidade ser ponto de contrabando, seria contrabando ou descaminho? explique melhor...
Só mais uma duvida: o que é aquela coisa cor de rosa no meio do castelo no alto do morro? Parece um bondinho... Será que os piratas usavam bondinho?
Um beijao
Você me deixa com uma vontade de conhecer o mundo...
ResponderExcluirEste teu pai é realmente uma boneca....
ResponderExcluirArrange um emprego aí num PUB londrina, e fique, mas fique mesmo. COnheca o mundo.