Este é um post atrasadíssimo que veio em hora errada e momento errado. Deveria ter chegado há, pelo menos, umas duas semanas atrás. Mas logo que voltei a minha rotina, assim definida, as coisas se estabeleceram e meu gosto pela escrita arrefeceu. Não que se passou, mas esfriou, da mesma forma que tinha de comunciar as pessoas daqui como estava passando lá. As coisas simplesmente se reestabeleceram de forma inimaginável para mim. Claro, tudo tem seu lado bom e ruim e venho experimentando ambos nessas semanas em que retornei.
Enfim, venho cá para agradecer a todos que leram esse blog e se divertiram, deram algumas risadas ou simplesmente sonharam um pouco após ver toda essa epopéia idealizada. O objetivo era esse, fazer as pessoas acreditarem um pouco. Não me alongarei, termino aqui um trabalho de dois meses muito bem aproveitados com alguns objetivos para o ano que começa e com a certeza de que, em pouco tempo, inaugurarei novo blog.
O show está só começando.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
26/01/09 - Lá de Cima
Falar sobre o British Museum, a Oxford Circus, as três principais linhas de metrô fechadas que cancelaram minha ida ao Tate Modern, a plataforma 9 ¾ - aquela do Harry Potter – hoje soa como pouco.
Não vou me estender muito. Quero falar de como é ver uma megalópole do alto. Não tão alto quanto de um avião, onde é impossível distinguir algumas de suas mais belas feições, mas não ao nível do asfalto onde tem se uma visão limitada pelos prédios.
Desejei muito sobre Londres. Pelo menos um dos meus anseios do post anterior foi realizado: o céu estava claro e límpido, ao menos no sábado. Isto me possibilitou uma vista fantástica da London Eye e de dentro dela. Isso mesmo,subi na London Eye. Aquela roda gigante tão imponente e ao esmo tempo graciosa me proporcionou ver o Thames ao longe e o Parliament de cima. Tive tanta sorte que até estrelas e Lua estavam no céu. A subida é lenta, mas rápida. Contradição? Nenhuma. Tudo depende apenas do ponto de vista. Olhando de baixo, do chão, a escalada rumo ao topo parece um suplício temeroso. Os grandes compartimentos em que subimos parecem até balançar. Para aumentar um pouco a tensão, naquela mesma manhã, a London Eye tinha quebrado! Por cerca de uma hora as pessoas ficaram lá em cima, impossibilitadas de descerem e apreciando a vista de uma cidade sem limites. Mas o desespero deve ter sido gigantesco. A compra do ingresso demorou mais do que esperava, mas sem alguma desorganização. Se existe uma coisa da qual os ingleses podem bater no peito se orgulharem é das regras e organização que são seguidas por todos. Entretanto a educação e a limpeza...
Rodamos o dia todo sem um rumo específico. O rumo, sabíamos, era alcançar o cume do céu de Londres guiados pela roda-gigante. Saímos da estação Waterloo e andamos um pouco em direção ao London Eye, quando passavam das sete da noite e o céu já estava, há tempos, turvado de negro. Comecei a sentir o que nos esperava quando avistei aquela bola gigantesca toda iluminada. A minha barriga chiou, minhas pernas estremeceram e uma interjeição mal educada soltei. Não ia desistir do vôo – é assim que eles chamam o passeio.
Aproximamo-nos e vi a nossa gaiola com o número 20 marcado. Pelo menos não era o 13. Começamos a subir vagarosamente e tudo que via era um rio acima de mim, mas de acordo com a subida as coisas vão ficando mais calmas. Não sei se é porque o rio se distancia ou se porque temos mais com o quê prestar atenção, mas fiquei tranqüilo. Diferentemente da Luana e de um francês, que sofre de medo de altura e subiu na roda gigante pela segunda vez. Talvez enviado pelo seu respectivo psicólogo. Não existe outra explicação mais lógica. Ou menos tonta.
Não consegui transcrever aqui um décimo do que foi essa experiência, como diria Marco Bianchi, embasbacante. Queria fotos e vídeos, mas, a mineira esperta, levou o cabo da minha câmera para casa e ficou impossível mostrar aqui um pouquinho do que foi lá. Amanhã talvez eu tente. Amanhã dia de pub night.
Não vou me estender muito. Quero falar de como é ver uma megalópole do alto. Não tão alto quanto de um avião, onde é impossível distinguir algumas de suas mais belas feições, mas não ao nível do asfalto onde tem se uma visão limitada pelos prédios.
Desejei muito sobre Londres. Pelo menos um dos meus anseios do post anterior foi realizado: o céu estava claro e límpido, ao menos no sábado. Isto me possibilitou uma vista fantástica da London Eye e de dentro dela. Isso mesmo,subi na London Eye. Aquela roda gigante tão imponente e ao esmo tempo graciosa me proporcionou ver o Thames ao longe e o Parliament de cima. Tive tanta sorte que até estrelas e Lua estavam no céu. A subida é lenta, mas rápida. Contradição? Nenhuma. Tudo depende apenas do ponto de vista. Olhando de baixo, do chão, a escalada rumo ao topo parece um suplício temeroso. Os grandes compartimentos em que subimos parecem até balançar. Para aumentar um pouco a tensão, naquela mesma manhã, a London Eye tinha quebrado! Por cerca de uma hora as pessoas ficaram lá em cima, impossibilitadas de descerem e apreciando a vista de uma cidade sem limites. Mas o desespero deve ter sido gigantesco. A compra do ingresso demorou mais do que esperava, mas sem alguma desorganização. Se existe uma coisa da qual os ingleses podem bater no peito se orgulharem é das regras e organização que são seguidas por todos. Entretanto a educação e a limpeza...
Rodamos o dia todo sem um rumo específico. O rumo, sabíamos, era alcançar o cume do céu de Londres guiados pela roda-gigante. Saímos da estação Waterloo e andamos um pouco em direção ao London Eye, quando passavam das sete da noite e o céu já estava, há tempos, turvado de negro. Comecei a sentir o que nos esperava quando avistei aquela bola gigantesca toda iluminada. A minha barriga chiou, minhas pernas estremeceram e uma interjeição mal educada soltei. Não ia desistir do vôo – é assim que eles chamam o passeio.
Aproximamo-nos e vi a nossa gaiola com o número 20 marcado. Pelo menos não era o 13. Começamos a subir vagarosamente e tudo que via era um rio acima de mim, mas de acordo com a subida as coisas vão ficando mais calmas. Não sei se é porque o rio se distancia ou se porque temos mais com o quê prestar atenção, mas fiquei tranqüilo. Diferentemente da Luana e de um francês, que sofre de medo de altura e subiu na roda gigante pela segunda vez. Talvez enviado pelo seu respectivo psicólogo. Não existe outra explicação mais lógica. Ou menos tonta.
Não consegui transcrever aqui um décimo do que foi essa experiência, como diria Marco Bianchi, embasbacante. Queria fotos e vídeos, mas, a mineira esperta, levou o cabo da minha câmera para casa e ficou impossível mostrar aqui um pouquinho do que foi lá. Amanhã talvez eu tente. Amanhã dia de pub night.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
23/01/09 - Quase Mais do Mesmo
Post rápido e curto.
As coisas em Eastbourne enfim começaram a se parecer com o que elas realmente eram idealizadas. Chove todo dia pela manhã. A tarde o Sol aparece tímido, aquele que não deixa rosa nem a branquela mais sensível aos raios do astro-rei. As noites vêm sendo muito bonitas e as estrelas estão lá em cima sob um mar que impressiona quando o Sol cai. O que não veio mais foi neve. As temperaturas subiram e agora estão em agradabilíssimos, acreditem em mim, seis graus Celsius.
O comportamento das pessoas me comprova uma Paris muito mais apta e receptiva. Pelo menos assim foi comigo. Relatos de outras pessoas podem contradizer minha opinião sob o Paraíso Cultural Francês na Terra dos Humanos, mas não consigo entender, e cada dia menos tento entender, como o povo daqui consegue ser tão avesso aos estrangeiros. E isso não ocorre só contra nós latinos, mas asiáticos também não são muito bem-vindos. O que eles gostam é de americano e europeus. Do Leste, só se a menina for bonitinha e o nível de inglês razoável. Digo tudo isso após presenciar três confusões entre grupos estrangeiros e locais em um período de uma semana.
Xenofobia rolando solta.
Amanhã Londres me espera e, mesmo debaixo de chuva, vamos ver se conseguem apagar aquela imagem de frieza e cinza. Torcer para que o metrô não quebre, as ruas não encham e os moradores e atendentes sejam educados.
As coisas em Eastbourne enfim começaram a se parecer com o que elas realmente eram idealizadas. Chove todo dia pela manhã. A tarde o Sol aparece tímido, aquele que não deixa rosa nem a branquela mais sensível aos raios do astro-rei. As noites vêm sendo muito bonitas e as estrelas estão lá em cima sob um mar que impressiona quando o Sol cai. O que não veio mais foi neve. As temperaturas subiram e agora estão em agradabilíssimos, acreditem em mim, seis graus Celsius.
O comportamento das pessoas me comprova uma Paris muito mais apta e receptiva. Pelo menos assim foi comigo. Relatos de outras pessoas podem contradizer minha opinião sob o Paraíso Cultural Francês na Terra dos Humanos, mas não consigo entender, e cada dia menos tento entender, como o povo daqui consegue ser tão avesso aos estrangeiros. E isso não ocorre só contra nós latinos, mas asiáticos também não são muito bem-vindos. O que eles gostam é de americano e europeus. Do Leste, só se a menina for bonitinha e o nível de inglês razoável. Digo tudo isso após presenciar três confusões entre grupos estrangeiros e locais em um período de uma semana.
Xenofobia rolando solta.
Amanhã Londres me espera e, mesmo debaixo de chuva, vamos ver se conseguem apagar aquela imagem de frieza e cinza. Torcer para que o metrô não quebre, as ruas não encham e os moradores e atendentes sejam educados.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
20/01/09 - Paris II e a New Age
Parei ontem na igreja do Quasimodo. O objetivo era deixar o pessoal um pouco mais apreensivo e ansioso para ver como os fatos se desenrolavam além, claro, que eu não podia perder um jogo de futebol como Liverpool x Everton estando aqui. Mas retornemos ao que esse blog é proposto há.
Saí de Notre Dame perdido com as outras duas também perdidas. Não sabíamos muito mais o que fazer, por mais incrível que isso possa parecer. As opções eram vastas, porém ninguém tinha muitas idéias já que a tarde caía e deveriam nos encontrar com o resto do grupo as margens do Sena às sete e meia da noite.Conversamos, passamos vontade olhando os crepes sendo produzidos, embarcamos na estação Cite e decidimos que iríamos em direção ao Invalides. Este lugar, não muito famoso em Paris, mas um dos mais bonitos, ficava próximo a Torre Eiffel e de fácil acesso caso nós nos perdêssemos. Fomos e nos vimos perante uma magnificente obra prima da arquitetura em forma de prédio. Ali, segundo diz a história e o nosso guia Gerry, me corrijam se eu estiver errado, por favor, foi um palácio que Napoleão mandou erguer para ser sua casa. O nome, Hotel dês Invalides, que quer dizer exatamente isso que você imaginou, Hotel dos Inválidos, não parece ter alguma expressão lógica. Na sua frente é possível ver muitos canhões, alinhados, como se fosse uma fortaleza, além de jardins lindos. Por dentro, a estrutura é como se fosse a de um quadrado, uma fortaleza protegida por todos os lados. Outro dos lugares onde não esperava ver tanta beleza. A nossa retirada, após descansar as pernas falando besteira e jogando conversa pro ar sentados nos muros dos Inválidos, foi para a Torre Eiffel e andando por vielas charmosíssimas que nos levavam até o grande ponto turístico.
As seis da tarde um sono badalou e a Torre se iluminou. Ali sim pude ver sua toda a sua forma, delineada por aquelas curvas amarelo-ouro que mostravam o que não tinha visto ainda. O dia escurecia lentamente, mas já não era mais possível ver a luz do sol e, imponente, no centro da Ilê-de-France, ela reinava. Me encantei à segunda vista, se é que isso é possível, e sentados nos jardins opostos ao Sena, tirei fotos e imaginei aquela oportunidade toda e tudo que aquilo me representava. Esperei o tempo passar até que pudesse chegar o momento de um cruzeiro no Sena. A idéia parece um pouco de girico, ainda mais com o frio beirando os 0 Celsius e a minha mala cheia nas costas em um rio que não pode ser conhecido por sua extrema beleza e suas águas límpidas. Porém, estava em Paris, precisava aproveitar tudo aquilo que podia e, passear no Sena, era uma dessas coisas que eu me arrependeria de fazer. Depois de esperar na fila por mais de trinta minutos e enfrentar um vento razoável me vi dentro daquele barco, fechado em cima por vidros e que não me transmitia à essência de estar em Paris e, ainda mais, viajando pelo rio. Resolvi sair, deixei minha poltrona, sentei do lado de fora do barco, em sua lateral, entre dois casais, um de italianos outro de espanhóis. A viagem começou e, enquanto as coisas passavam me lembrava de tudo e via o quanto aquilo era bonito, para não dizer romântico e amoroso. Sozinho, entretanto, é algo muito mais que te força a um exercício de memória do que apreciável, apesar da paisagem ser linda e as pessoas te acenarem das margens, desejando ‘Bon voyage’ e afins. A volta, foi melhor, pois a Torre estava como antes, porém, com a diferença das luzes estarem piscando, proporcionando um show pirotécnico em Paris. Naquele exato momento descobri o por quê do título de cidade das luzes.
Até que enfim o ônibus nos esperava e o hotel também. O nome, Premiere Classe, não mentia ao que o estabelecimento representava, mas a distância do centro da cidade assustou. Passamos a noite bem, alimentados por uma pizza que, com muito esforço, poderia ser julgada como razoável e um banho não mais que pouco morno. Bem mesmo fiquei depois de saber da goleada do Timão e como as coisas se encaminham para quando eu estiver de volta. Quem precisa de Ronaldo quando se tem Souzaço e o maestro Douglas? Acordamos sem a mínima vontade de acordar, mas, espertamente, o café da manhã foi a maior refeição do dia. O guia Gerry nos informou que, como não iríamos para Versailles com eles – segui os conselhos do Marcão, ainda mais depois de ver o mau tempo que predominava em Paris – deveríamos nos encontrar na estação da Sacré-Coeur, próximo ao Moulin Rouge e de todos os cancans parisienses. Além disso, ele me mostrou o ‘metrô’ e direcionou-me, junto com as meninas, o que deveríamos fazer caso nos perdêssemos novamente, apesar dele não ter nem reparado a nossa ausência no dia anterior.
Andamos ao metrô de Genervilles e lá encontramos não um metrô no real significado, mas uma estação de RER. Como disse no post anterior, os RERs servem as áreas mais afastadas de Paris, transportando a população menos abastada para o centro, onde trabalham, e depois retorná-los à suas devidas habitações. O problema era que estávamos tão longe, só depois descobrimos que Genervilles era a última estação de sua linha, que o atendente do guichê disse a Nathália: ‘ Então vocês querem ir para Paris?’ Absurdamente, isso mesmo, estávamos fora do perímetro da cidade. Mas não era algo como Guarulhos. Era muito mais afastado. O RER, apesar de não ser o conforto e o luxo em sua primariedade, serviu nos bem, apesar de um certo temor, misturado a preconceito, quando um grupo de árabes entrou no mesmo vagão que nós e começou a conversar alto.
Descemos assim que chegou nossa estação e em menos de dez minutos estávamos no Louvre. O centro da cultura e intelectualidade francesa onde estão reunidas mais belas, e importantes, pinturas e esculturas do mundo, incluindo a Gioconda, também conhecida vulgarmente como Mona Lisa. E ela sim foi a única decepção que tive em Paris. O que você imagina deste quadro que é o mais famoso da história? Gigantesco? Imponente? Atraente? Esqueça qualquer um desses conceitos superlativos. Ela não tem absolutamente nada disso. É um quadro pequeno, insosso e que, se não representasse toda a história de uma geração e de um mestre, não teria grande importância. Além do que existe um grande desperdício de espaço. Aquela pintura com não mais de um metro de altura por sessenta ou setenta centímetros de largura, me corrijam novamente caso haja erro, ocupava toda uma parede na galeria Richelieu do Louvre enquanto outros quadros muito maiores e expressivos ficavam espremidos. Excetuando isso, a vista ao Louvre é mágica e pode durar dias se você for alguém paciente e realmente interessado pela arte em todas as suas formas. É possível ver Picasso, Degas e muito da história francesa sendo contada ali, como os quadros da coroação de Josephine e a batalha ganha por Napoleão onde ele, por sua já sabida excentricidade, toma toda a cena com sua figura ao centro da tela. As esculturas também são uma boa pedida, reunindo história romana, grega e egípcia em grande quantidade e qualidade. É possível ver de Zeus à Vênus de Milo ou tumbas de inúmeros Faraós. Depois de três horas de arte nos cansamos um pouco e o tempo era pouco para ver muito.
À vontade da Luana e, porque não, também nossa, fomos aos Jardins de Luxemburgo. Chegando lá, numa estação colada a de Montparnasse, uma avenida bonita, comercial, mas que não oferece muito mais do que lojas, me impressionei com a estrutura do local. Segundo a conhecedora Nathália aquela é a praia de parisiense, quase um Hyde Park para os londrinos ou o Ibirapuera para nós paulistanos. Naquele parque se destaca a escultura de uma cabeça gigantesca moldada em um material que lembra bronze, mas que não poderia definir só olhando. Além disso, um lago grande reúne as pombas mais insolentes que já vi em frente ao Senado francês. Tudo muito arrumado, estrutura impressionante que reúne banheiros, quadras de tênis, quiosques e parquinhos para crianças. Curiosidade interessante e engraçada: lembram daquele brinquedo, o trepa-trepa? Formada com estruturas metálicas em que a criança se dependura até de ponta cabeça e os pais vão a loucura? Então, nos Jardins Luxemburgueses a armação é em forma de Torre Eiffel. Isso é o que eu chamo brincar com classe.
Não achamos um quiosque que vendesse crepes então tivemos que começar o fim da nossa viagem indo para a estação de Anvers. Chegando lá subimos uma rua que reunia grande quantidade de lojas de souvenires, muita gente e uma ladeira. Alguma semelhança com a Porto Geral é apenas coisa da minha cabeça e coincidência. Chegando ao fim da rua é possível avistar, no alto da Montmartre, a igreja da Sacré-Coeur. Ante de subi-la tive que comer um crepe e uma baguete de presunto e queijo suíço, treinando meu ‘farto’ francês, para comprovar que fui à França a mim mesmo. As escadarias da Sacré-Coeur são extensas e demoradas, mas eu fui na corrida porque não queria ‘perder’ muito tempo. Ao chegar no topo tive a visão de Paris por completo, com todos os seus ângulos. Uma visão linda e esta, realmente, inesquecível. Desci sem antes ser abordado por vendedores ambulantes de miniaturas de Torre Eiffel que eu recusei e segui meu rumo. Sentei um pouco, refleti e desci em direção ao ônibus, tendo a certeza de que a minha vista a mais uma das cidades do mundo tinha sido o melhor possível. E prometendo retorno.
______________________________________________________
E o que tem a ver o tal do New Age do título? Bem, vamos as explicações.
Hoje vi, pela televisão na BBC 1, a posse do homem mais poderoso do mundo. Obama parece ter caráter, feições atraentes e um tanto quando diferenciadas para um político que não fica só na básica prolixidade e demagogia. Ele tem idéias interessantíssimas, como a retirada mais breve possível das tropas americanas do Iraque, e teria tudo para se consagrar como um dos melhores presidentes da história. Mas temo por ele.
Não sou analista político e nem tenho condições para tal, mas o peso que jogaram nas costas do senhor Barack é maior que o mundo. Ele terá de resolver os problemas que assolam o mundo devido à crise econômica, botar um fim no preconceito étnico – odeio a palavra racial, além de concertar os subseqüentes erros cometidos pelo governo de seu antecessor. A expectativa é grande, mas ele é um homem só para um mundo que passa por um momento dificílimo. A frase que ele disse, ontem, era mais ou menos assim: ‘Como podemos salvar o mundo? Basicamente, todas as pessoas teriam que fazer o que o piloto do avião que caiu no Hudson semana passada fez: executar seus trabalhos de forma digna e a melhor possível. Se todos assim o fizerem, o mundo, sem dúvida alguma, será um lugar muito melhor e eu não terei grande influência nisso’. Obama está corretíssimo, mas seis bilhões de pessoas esperam um comportamento diferente dele. O que virá nos próximos quatro anos só o tempo dirá, porém ele sabe que assumiu em um momento delicado onde ele terá de ser muito mais que comandante da nação, mas reconciliador, mestre – ainda sendo aprendiz, semeador da paz e agregador de povos. Sem que isso manche a soberba americana. Tarefa dificílima, não?
Saí de Notre Dame perdido com as outras duas também perdidas. Não sabíamos muito mais o que fazer, por mais incrível que isso possa parecer. As opções eram vastas, porém ninguém tinha muitas idéias já que a tarde caía e deveriam nos encontrar com o resto do grupo as margens do Sena às sete e meia da noite.Conversamos, passamos vontade olhando os crepes sendo produzidos, embarcamos na estação Cite e decidimos que iríamos em direção ao Invalides. Este lugar, não muito famoso em Paris, mas um dos mais bonitos, ficava próximo a Torre Eiffel e de fácil acesso caso nós nos perdêssemos. Fomos e nos vimos perante uma magnificente obra prima da arquitetura em forma de prédio. Ali, segundo diz a história e o nosso guia Gerry, me corrijam se eu estiver errado, por favor, foi um palácio que Napoleão mandou erguer para ser sua casa. O nome, Hotel dês Invalides, que quer dizer exatamente isso que você imaginou, Hotel dos Inválidos, não parece ter alguma expressão lógica. Na sua frente é possível ver muitos canhões, alinhados, como se fosse uma fortaleza, além de jardins lindos. Por dentro, a estrutura é como se fosse a de um quadrado, uma fortaleza protegida por todos os lados. Outro dos lugares onde não esperava ver tanta beleza. A nossa retirada, após descansar as pernas falando besteira e jogando conversa pro ar sentados nos muros dos Inválidos, foi para a Torre Eiffel e andando por vielas charmosíssimas que nos levavam até o grande ponto turístico.
As seis da tarde um sono badalou e a Torre se iluminou. Ali sim pude ver sua toda a sua forma, delineada por aquelas curvas amarelo-ouro que mostravam o que não tinha visto ainda. O dia escurecia lentamente, mas já não era mais possível ver a luz do sol e, imponente, no centro da Ilê-de-France, ela reinava. Me encantei à segunda vista, se é que isso é possível, e sentados nos jardins opostos ao Sena, tirei fotos e imaginei aquela oportunidade toda e tudo que aquilo me representava. Esperei o tempo passar até que pudesse chegar o momento de um cruzeiro no Sena. A idéia parece um pouco de girico, ainda mais com o frio beirando os 0 Celsius e a minha mala cheia nas costas em um rio que não pode ser conhecido por sua extrema beleza e suas águas límpidas. Porém, estava em Paris, precisava aproveitar tudo aquilo que podia e, passear no Sena, era uma dessas coisas que eu me arrependeria de fazer. Depois de esperar na fila por mais de trinta minutos e enfrentar um vento razoável me vi dentro daquele barco, fechado em cima por vidros e que não me transmitia à essência de estar em Paris e, ainda mais, viajando pelo rio. Resolvi sair, deixei minha poltrona, sentei do lado de fora do barco, em sua lateral, entre dois casais, um de italianos outro de espanhóis. A viagem começou e, enquanto as coisas passavam me lembrava de tudo e via o quanto aquilo era bonito, para não dizer romântico e amoroso. Sozinho, entretanto, é algo muito mais que te força a um exercício de memória do que apreciável, apesar da paisagem ser linda e as pessoas te acenarem das margens, desejando ‘Bon voyage’ e afins. A volta, foi melhor, pois a Torre estava como antes, porém, com a diferença das luzes estarem piscando, proporcionando um show pirotécnico em Paris. Naquele exato momento descobri o por quê do título de cidade das luzes.
Até que enfim o ônibus nos esperava e o hotel também. O nome, Premiere Classe, não mentia ao que o estabelecimento representava, mas a distância do centro da cidade assustou. Passamos a noite bem, alimentados por uma pizza que, com muito esforço, poderia ser julgada como razoável e um banho não mais que pouco morno. Bem mesmo fiquei depois de saber da goleada do Timão e como as coisas se encaminham para quando eu estiver de volta. Quem precisa de Ronaldo quando se tem Souzaço e o maestro Douglas? Acordamos sem a mínima vontade de acordar, mas, espertamente, o café da manhã foi a maior refeição do dia. O guia Gerry nos informou que, como não iríamos para Versailles com eles – segui os conselhos do Marcão, ainda mais depois de ver o mau tempo que predominava em Paris – deveríamos nos encontrar na estação da Sacré-Coeur, próximo ao Moulin Rouge e de todos os cancans parisienses. Além disso, ele me mostrou o ‘metrô’ e direcionou-me, junto com as meninas, o que deveríamos fazer caso nos perdêssemos novamente, apesar dele não ter nem reparado a nossa ausência no dia anterior.
Andamos ao metrô de Genervilles e lá encontramos não um metrô no real significado, mas uma estação de RER. Como disse no post anterior, os RERs servem as áreas mais afastadas de Paris, transportando a população menos abastada para o centro, onde trabalham, e depois retorná-los à suas devidas habitações. O problema era que estávamos tão longe, só depois descobrimos que Genervilles era a última estação de sua linha, que o atendente do guichê disse a Nathália: ‘ Então vocês querem ir para Paris?’ Absurdamente, isso mesmo, estávamos fora do perímetro da cidade. Mas não era algo como Guarulhos. Era muito mais afastado. O RER, apesar de não ser o conforto e o luxo em sua primariedade, serviu nos bem, apesar de um certo temor, misturado a preconceito, quando um grupo de árabes entrou no mesmo vagão que nós e começou a conversar alto.
Descemos assim que chegou nossa estação e em menos de dez minutos estávamos no Louvre. O centro da cultura e intelectualidade francesa onde estão reunidas mais belas, e importantes, pinturas e esculturas do mundo, incluindo a Gioconda, também conhecida vulgarmente como Mona Lisa. E ela sim foi a única decepção que tive em Paris. O que você imagina deste quadro que é o mais famoso da história? Gigantesco? Imponente? Atraente? Esqueça qualquer um desses conceitos superlativos. Ela não tem absolutamente nada disso. É um quadro pequeno, insosso e que, se não representasse toda a história de uma geração e de um mestre, não teria grande importância. Além do que existe um grande desperdício de espaço. Aquela pintura com não mais de um metro de altura por sessenta ou setenta centímetros de largura, me corrijam novamente caso haja erro, ocupava toda uma parede na galeria Richelieu do Louvre enquanto outros quadros muito maiores e expressivos ficavam espremidos. Excetuando isso, a vista ao Louvre é mágica e pode durar dias se você for alguém paciente e realmente interessado pela arte em todas as suas formas. É possível ver Picasso, Degas e muito da história francesa sendo contada ali, como os quadros da coroação de Josephine e a batalha ganha por Napoleão onde ele, por sua já sabida excentricidade, toma toda a cena com sua figura ao centro da tela. As esculturas também são uma boa pedida, reunindo história romana, grega e egípcia em grande quantidade e qualidade. É possível ver de Zeus à Vênus de Milo ou tumbas de inúmeros Faraós. Depois de três horas de arte nos cansamos um pouco e o tempo era pouco para ver muito.
À vontade da Luana e, porque não, também nossa, fomos aos Jardins de Luxemburgo. Chegando lá, numa estação colada a de Montparnasse, uma avenida bonita, comercial, mas que não oferece muito mais do que lojas, me impressionei com a estrutura do local. Segundo a conhecedora Nathália aquela é a praia de parisiense, quase um Hyde Park para os londrinos ou o Ibirapuera para nós paulistanos. Naquele parque se destaca a escultura de uma cabeça gigantesca moldada em um material que lembra bronze, mas que não poderia definir só olhando. Além disso, um lago grande reúne as pombas mais insolentes que já vi em frente ao Senado francês. Tudo muito arrumado, estrutura impressionante que reúne banheiros, quadras de tênis, quiosques e parquinhos para crianças. Curiosidade interessante e engraçada: lembram daquele brinquedo, o trepa-trepa? Formada com estruturas metálicas em que a criança se dependura até de ponta cabeça e os pais vão a loucura? Então, nos Jardins Luxemburgueses a armação é em forma de Torre Eiffel. Isso é o que eu chamo brincar com classe.
Não achamos um quiosque que vendesse crepes então tivemos que começar o fim da nossa viagem indo para a estação de Anvers. Chegando lá subimos uma rua que reunia grande quantidade de lojas de souvenires, muita gente e uma ladeira. Alguma semelhança com a Porto Geral é apenas coisa da minha cabeça e coincidência. Chegando ao fim da rua é possível avistar, no alto da Montmartre, a igreja da Sacré-Coeur. Ante de subi-la tive que comer um crepe e uma baguete de presunto e queijo suíço, treinando meu ‘farto’ francês, para comprovar que fui à França a mim mesmo. As escadarias da Sacré-Coeur são extensas e demoradas, mas eu fui na corrida porque não queria ‘perder’ muito tempo. Ao chegar no topo tive a visão de Paris por completo, com todos os seus ângulos. Uma visão linda e esta, realmente, inesquecível. Desci sem antes ser abordado por vendedores ambulantes de miniaturas de Torre Eiffel que eu recusei e segui meu rumo. Sentei um pouco, refleti e desci em direção ao ônibus, tendo a certeza de que a minha vista a mais uma das cidades do mundo tinha sido o melhor possível. E prometendo retorno.
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E o que tem a ver o tal do New Age do título? Bem, vamos as explicações.
Hoje vi, pela televisão na BBC 1, a posse do homem mais poderoso do mundo. Obama parece ter caráter, feições atraentes e um tanto quando diferenciadas para um político que não fica só na básica prolixidade e demagogia. Ele tem idéias interessantíssimas, como a retirada mais breve possível das tropas americanas do Iraque, e teria tudo para se consagrar como um dos melhores presidentes da história. Mas temo por ele.
Não sou analista político e nem tenho condições para tal, mas o peso que jogaram nas costas do senhor Barack é maior que o mundo. Ele terá de resolver os problemas que assolam o mundo devido à crise econômica, botar um fim no preconceito étnico – odeio a palavra racial, além de concertar os subseqüentes erros cometidos pelo governo de seu antecessor. A expectativa é grande, mas ele é um homem só para um mundo que passa por um momento dificílimo. A frase que ele disse, ontem, era mais ou menos assim: ‘Como podemos salvar o mundo? Basicamente, todas as pessoas teriam que fazer o que o piloto do avião que caiu no Hudson semana passada fez: executar seus trabalhos de forma digna e a melhor possível. Se todos assim o fizerem, o mundo, sem dúvida alguma, será um lugar muito melhor e eu não terei grande influência nisso’. Obama está corretíssimo, mas seis bilhões de pessoas esperam um comportamento diferente dele. O que virá nos próximos quatro anos só o tempo dirá, porém ele sabe que assumiu em um momento delicado onde ele terá de ser muito mais que comandante da nação, mas reconciliador, mestre – ainda sendo aprendiz, semeador da paz e agregador de povos. Sem que isso manche a soberba americana. Tarefa dificílima, não?
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Paris I
O nome soa pomposo. E é. Entretanto Paris é muito mais do que lojas caras, beleza a cada canto e pessoas bem vestidas falando francês e namorando ao pé da Torre Eiffel ou a beira do Sena. Paris é múltipla de todas as culturas e todos os tipos de pessoas que pode se imaginar. Infinitamente mais que Londres. As coisas na cidade das Luzes, por menores e mais insignificantes que sejam, tem um significado e parecem remeter a algo. Paris é absurda. A minha história e impressão terminou assim, mas vamos mostrar o que me levou a estes pontos de vista.
Sai de casa na sexta-feira ansioso, coração pulsando mais rápido que o normal e imaginando o que me esperaria do outro lado do Canal da Mancha. Nunca tive grande vontade de conhecer a França, mas já que estava aqui mesmo faria esse esforço (pff). Cheguei mais cedo do que o combinado em frente ao McDonald’s na Terminus Road, avenida principal de Eastbourne. Ai, em cima do tempo agendado, minhas duas companheiras de viagem, Nathália e Luana, me encontraram e o medo começou. O coach que nos levaria não aparecia. Onde estava a tal pontualidade britânica? Depois de vinte minutos de tensão e espera apareceu uma van Volkswagen que tranqüilizou-nos e levou-nos até o ônibus que esperava na saída de Eastbourne. Passamos em Brighton com este ônibus onde, por volta de, cinqüenta pessoas entraram e o ônibus ficou cheio. A nossa sorte era o último banco onde a noite parecia ser mais tranqüila e fácil de passar – entenda-se dormir. A chegada até Folkestone, onde o Eurotunnel começa, foi rápida mas suficiente para um cochilo. Chegando lá, pensei em imigração e aquela lenga-lenga que demoraria para atravessarmos. Nada disso. Nenhum oficial ou embaraço. Nada. Entramos no famoso e curiosíssimo, mas chato, Eurotunnel. É como viajar dentro de um compartimento de cargas. O ônibus entrou no trem, onde as portas ficam trancadas e não pode sair ou ‘viajar’ por entre os ‘vagões’ se é que assim podem ser chamados. Durante quarenta minutos aquele trem balançava e a sensação enjôo não foi pequena, mas quando desembarcamos do outro lado tudo ficou melhor ao ver a placa com a inscrição Calais. A partir daí, com o relógio adiantado em uma hora, não sei de muito mais pois dormi o que podia e o que os desconfortáveis bancos me permitiam.
Até que abri os olhos novamente. Uma imagem que nunca irei esquecer apesar de não ser tão especial para quem lê-la. Eram, por volta, de quatro e meia da madrugada e eu vi uma luz ao meu lado, esfreguei os olhos e com uma sensação de dejá-vu reconheci. O Stade de France, Saint-Dennis, onde a França ganhou a Copa de 1998 e o símbolo de orgulho dos Bleus. Sorri, percebi que estava em Paris, e comecei a apreciar a paisagem que me deu uma sensação de conforto e verossimilhança com a minha terra natal. Sim, por incrível que pareça, antes de chegar na Ilê-de-France, o centro de Paris, a cidade é muitíssimo parecida com São Paulo. Não sei o que meu deu, mas a saudade de casa me invadia ao mesmo tempo que a felicidade. Continuamos nossa jornada até que o ônibus parou. Não entendi a parada, era um dos únicos acordados, mas logo olhei para trás. O que vi foi absolutamente uma das coisas mais espetaculares. Ali, imponente, ao meu lado, estava o Arco do Triunfo. Não vou me apegar a detalhes ou passado, nem explicarei o porquê dele existir, mas sei que as cinco da manhã daquele sábado minha ficha caiu por completo de que estava em Paris. Ele é muito mais bonito e impetuoso do que se imagina. Chama muito mais atenção além de estar no coração de Paris, abrindo as portas para a Champs-Elysées.
Foi difícil voltar ao ônibus depois de ver toda aquela beleza imaginada e só vista em televisão, cartões-postais e sonhos. Voltei ao meu assento e começamos a rodar a cidade, as cinco da madrugada, com as ruas vazias. Passamos por todos os pontos turísticos possíveis, mas como voltei a eles mais tarde, não vale agora comentar muito. Até que chegamos a Torre. O dia amanhecia e a neblina era intensa e mesmo assim foi possível vê-la e sorrir novamente. Não me impressionou a primeira vista como o Arco o tinha feito, mas detinha uma certa beleza. A ignorância a sua presença, ali, ao meu lado, durou poucos minutos até o céu se abrir e sairmos do ônibus, começando a sessão turista com fotos em todos os ângulos e todas as poses que a Torre poderia me proporcionar. Começava ali meu verdadeiro tour por Paris naquele sábado.
Saindo de lá andamos em direção oposta a da Torre onde ficava localizada a prefeitura de Paris e onde boa parte das fotos que se vê da Eiffel são tiradas. Mais tempo para exercer meu lado de bom turista impressionado e com fotos. Um detalhe importante: o número de ambulantes nas ruas com pequenos exemplares do ponto turístico mais famoso impressiona. O que mais impressiona, entretanto, sem nenhuma visão racista por favor, é a quantidade de negros e árabes nas ruas parisienses vendendo estes souvenires e se expressando em todos os idiomas possíveis. Comigo eles tentaram apenas o espanhol e o português, citando, claro, Ronaldo a Robinho. Tenho, por acaso, cara de argentino?
Dali fui conhecer o metrô de Paris. A estação era a de Trocadéro, uma das mais famosas, e percebi que as coisas ali não eram como São Paulo ou Londres. O meio de transporte mais comum mostra uma estrutura precária mas, ao mesmo tempo, eficiente. Apesar dos descuidos com a aparência e limpeza das estações – já perceberam que esse não é forte do europeus, não é? - as coisas funcionam e se locomover pela cidade é tão ou mais fácil que em Londres. Com 14 linhas de metrô e mais algumas de RER, um tipo de trem que serve as zonas mais afastadas da cidade, é possível chegar em qualquer ponto sem demorar muito, mas, antes, é necessário um tipo de planejamento. De Trocadéro descemos na estação Franklin D. Roosevelt aos pés do Arco que, desta vez, a luz do dia, não me impressionou tanto. Com todos famintos, por comida ou compras – não o meu caso, claro – a Champs-Elysées era um convite atraente. Das lojas da Lamborghini as agências do Banco do Brasil tudo parece ter um toque chique. Fomos ao McDonald’s já que pagar muito em comida no meu primeiro dia não era o objetivo principal. Depois de dois hambúrgueres puros, voltamos agora a outra estação de Metrô, George V, e nos destinamos ao Louvre. Rapidamente, eu e as duas companheiras de viagem, decidimos que deixaríamos o museu para o dia seguinte e, tiraríamos, no máximo, fotos nas pirâmides invertidas. Justamente isso fizemos e o episódio mais engraçado aconteceu. Sentamos numa parte interna do e ao mesmo externa do Louvre. Não sei explicar o nome, talvez a Nathália saiba. Sentados, vimos um brasileiro e ele pediu para tirarmos uma foto. Tiramos e pedimos que o memso fosse feito para nós. O brasileiro, educadamente, retribuiu o favor. Olhamos para o lado e cadê o guia? Cadê o grupo? Nos perdemos em Paris! Ficamos ali, na praça do Louvre esperando pelo Garry e os latino-americanos, mas nada. Decidimos explorar Paris por nós mesmos e pela herança genética da semi-francesa Nathália.
Andamos. Andamos bastante. O bastante para margear o Sena e ver uma manifestação pró-Palestina acontecer. O suficiente para ver uma verdadeira faceta de Paris, mais uma humana e menos maquiada que também me encantou. Estava me apaixonando cada vez mais pela cidade.
Chegamos a Notre Dame. A igreja também impressiona por sua imponência e beleza sóbria. É muito diferente de muito do que se vê. Não pode ser comparada a Catedral da Sé, mas, se a modéstia francesa permitisse e se eu não fosse xingado, diria que ali senti, novamente, um pouquinho de casa. A concentração de gente na praça é gigantesca. Uma Bósnia e um grupo de estudantes franceses vieram nos pedir doação. Não demos porque doar em Euro é muito mais caro e para uma causa que realmente não conheço. Entramos na igreja e a riqueza de detalhes é próxima da perfeição. Realmente uma casa de Deus. Diferentemente de outras igrejas da Europa, por exemplo a Saint Paul em Londres, não existia nenhuma necessidade de pagar para entrar ou um clima de ponto turístico. Notre Dame realmente era uma igreja e ponto turístico, mas que preservava sua essência de templo católico. Saí dali feliz em conhecer aonde o Quasimodo fez história e onde muitos reis, rainhas e história existiram.
(Fim da Primeira Parte – A história é longa e requer pensar, analisar e relembrar. Além do que o clássico de Liverpool vai começar agora)
Sai de casa na sexta-feira ansioso, coração pulsando mais rápido que o normal e imaginando o que me esperaria do outro lado do Canal da Mancha. Nunca tive grande vontade de conhecer a França, mas já que estava aqui mesmo faria esse esforço (pff). Cheguei mais cedo do que o combinado em frente ao McDonald’s na Terminus Road, avenida principal de Eastbourne. Ai, em cima do tempo agendado, minhas duas companheiras de viagem, Nathália e Luana, me encontraram e o medo começou. O coach que nos levaria não aparecia. Onde estava a tal pontualidade britânica? Depois de vinte minutos de tensão e espera apareceu uma van Volkswagen que tranqüilizou-nos e levou-nos até o ônibus que esperava na saída de Eastbourne. Passamos em Brighton com este ônibus onde, por volta de, cinqüenta pessoas entraram e o ônibus ficou cheio. A nossa sorte era o último banco onde a noite parecia ser mais tranqüila e fácil de passar – entenda-se dormir. A chegada até Folkestone, onde o Eurotunnel começa, foi rápida mas suficiente para um cochilo. Chegando lá, pensei em imigração e aquela lenga-lenga que demoraria para atravessarmos. Nada disso. Nenhum oficial ou embaraço. Nada. Entramos no famoso e curiosíssimo, mas chato, Eurotunnel. É como viajar dentro de um compartimento de cargas. O ônibus entrou no trem, onde as portas ficam trancadas e não pode sair ou ‘viajar’ por entre os ‘vagões’ se é que assim podem ser chamados. Durante quarenta minutos aquele trem balançava e a sensação enjôo não foi pequena, mas quando desembarcamos do outro lado tudo ficou melhor ao ver a placa com a inscrição Calais. A partir daí, com o relógio adiantado em uma hora, não sei de muito mais pois dormi o que podia e o que os desconfortáveis bancos me permitiam.
Até que abri os olhos novamente. Uma imagem que nunca irei esquecer apesar de não ser tão especial para quem lê-la. Eram, por volta, de quatro e meia da madrugada e eu vi uma luz ao meu lado, esfreguei os olhos e com uma sensação de dejá-vu reconheci. O Stade de France, Saint-Dennis, onde a França ganhou a Copa de 1998 e o símbolo de orgulho dos Bleus. Sorri, percebi que estava em Paris, e comecei a apreciar a paisagem que me deu uma sensação de conforto e verossimilhança com a minha terra natal. Sim, por incrível que pareça, antes de chegar na Ilê-de-France, o centro de Paris, a cidade é muitíssimo parecida com São Paulo. Não sei o que meu deu, mas a saudade de casa me invadia ao mesmo tempo que a felicidade. Continuamos nossa jornada até que o ônibus parou. Não entendi a parada, era um dos únicos acordados, mas logo olhei para trás. O que vi foi absolutamente uma das coisas mais espetaculares. Ali, imponente, ao meu lado, estava o Arco do Triunfo. Não vou me apegar a detalhes ou passado, nem explicarei o porquê dele existir, mas sei que as cinco da manhã daquele sábado minha ficha caiu por completo de que estava em Paris. Ele é muito mais bonito e impetuoso do que se imagina. Chama muito mais atenção além de estar no coração de Paris, abrindo as portas para a Champs-Elysées.
Foi difícil voltar ao ônibus depois de ver toda aquela beleza imaginada e só vista em televisão, cartões-postais e sonhos. Voltei ao meu assento e começamos a rodar a cidade, as cinco da madrugada, com as ruas vazias. Passamos por todos os pontos turísticos possíveis, mas como voltei a eles mais tarde, não vale agora comentar muito. Até que chegamos a Torre. O dia amanhecia e a neblina era intensa e mesmo assim foi possível vê-la e sorrir novamente. Não me impressionou a primeira vista como o Arco o tinha feito, mas detinha uma certa beleza. A ignorância a sua presença, ali, ao meu lado, durou poucos minutos até o céu se abrir e sairmos do ônibus, começando a sessão turista com fotos em todos os ângulos e todas as poses que a Torre poderia me proporcionar. Começava ali meu verdadeiro tour por Paris naquele sábado.
Saindo de lá andamos em direção oposta a da Torre onde ficava localizada a prefeitura de Paris e onde boa parte das fotos que se vê da Eiffel são tiradas. Mais tempo para exercer meu lado de bom turista impressionado e com fotos. Um detalhe importante: o número de ambulantes nas ruas com pequenos exemplares do ponto turístico mais famoso impressiona. O que mais impressiona, entretanto, sem nenhuma visão racista por favor, é a quantidade de negros e árabes nas ruas parisienses vendendo estes souvenires e se expressando em todos os idiomas possíveis. Comigo eles tentaram apenas o espanhol e o português, citando, claro, Ronaldo a Robinho. Tenho, por acaso, cara de argentino?
Dali fui conhecer o metrô de Paris. A estação era a de Trocadéro, uma das mais famosas, e percebi que as coisas ali não eram como São Paulo ou Londres. O meio de transporte mais comum mostra uma estrutura precária mas, ao mesmo tempo, eficiente. Apesar dos descuidos com a aparência e limpeza das estações – já perceberam que esse não é forte do europeus, não é? - as coisas funcionam e se locomover pela cidade é tão ou mais fácil que em Londres. Com 14 linhas de metrô e mais algumas de RER, um tipo de trem que serve as zonas mais afastadas da cidade, é possível chegar em qualquer ponto sem demorar muito, mas, antes, é necessário um tipo de planejamento. De Trocadéro descemos na estação Franklin D. Roosevelt aos pés do Arco que, desta vez, a luz do dia, não me impressionou tanto. Com todos famintos, por comida ou compras – não o meu caso, claro – a Champs-Elysées era um convite atraente. Das lojas da Lamborghini as agências do Banco do Brasil tudo parece ter um toque chique. Fomos ao McDonald’s já que pagar muito em comida no meu primeiro dia não era o objetivo principal. Depois de dois hambúrgueres puros, voltamos agora a outra estação de Metrô, George V, e nos destinamos ao Louvre. Rapidamente, eu e as duas companheiras de viagem, decidimos que deixaríamos o museu para o dia seguinte e, tiraríamos, no máximo, fotos nas pirâmides invertidas. Justamente isso fizemos e o episódio mais engraçado aconteceu. Sentamos numa parte interna do e ao mesmo externa do Louvre. Não sei explicar o nome, talvez a Nathália saiba. Sentados, vimos um brasileiro e ele pediu para tirarmos uma foto. Tiramos e pedimos que o memso fosse feito para nós. O brasileiro, educadamente, retribuiu o favor. Olhamos para o lado e cadê o guia? Cadê o grupo? Nos perdemos em Paris! Ficamos ali, na praça do Louvre esperando pelo Garry e os latino-americanos, mas nada. Decidimos explorar Paris por nós mesmos e pela herança genética da semi-francesa Nathália.
Andamos. Andamos bastante. O bastante para margear o Sena e ver uma manifestação pró-Palestina acontecer. O suficiente para ver uma verdadeira faceta de Paris, mais uma humana e menos maquiada que também me encantou. Estava me apaixonando cada vez mais pela cidade.
Chegamos a Notre Dame. A igreja também impressiona por sua imponência e beleza sóbria. É muito diferente de muito do que se vê. Não pode ser comparada a Catedral da Sé, mas, se a modéstia francesa permitisse e se eu não fosse xingado, diria que ali senti, novamente, um pouquinho de casa. A concentração de gente na praça é gigantesca. Uma Bósnia e um grupo de estudantes franceses vieram nos pedir doação. Não demos porque doar em Euro é muito mais caro e para uma causa que realmente não conheço. Entramos na igreja e a riqueza de detalhes é próxima da perfeição. Realmente uma casa de Deus. Diferentemente de outras igrejas da Europa, por exemplo a Saint Paul em Londres, não existia nenhuma necessidade de pagar para entrar ou um clima de ponto turístico. Notre Dame realmente era uma igreja e ponto turístico, mas que preservava sua essência de templo católico. Saí dali feliz em conhecer aonde o Quasimodo fez história e onde muitos reis, rainhas e história existiram.
(Fim da Primeira Parte – A história é longa e requer pensar, analisar e relembrar. Além do que o clássico de Liverpool vai começar agora)
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
14/01/09 - O Velho Reino da Dinamarca
Aqui estamos nós novamente! Não sei até que ponto foi sentida a minha falta nas postagens deste blog contando histórias de temperaturas congelantes ou do castelo do Harry Potter que não era nada mais do que uma modesta igreja em Oxford. Parando de enrolação e iniciando o que realmente interessa tentarei resumir ao máximo, sem perder qualidade, os meus últimos dias.
Iniciando pelo começo, como já diria um famoso ex-presidente do Corinthians, o sábado foi onde deixei de postar minhas aventuras. Então vou recordar aquela manhã absurdamente gelada na cidadezinha de Chatham. A viagem de ônibus demorou as exatas duas horas previstas e a chegada foi sob uma temperatura que beirava os -4 Celsius em plena luz do dia, dez da manhã. A partir dali fomos conhecer a cidade e o que ela mais tem a oferecer: a história de Charles Dickens. Para aqueles que não conhecer, Dickens foi um dos maiores escritores da história da Grã-Bretanha, sendo autor do clássico mais representado em todas as televisões na época de Natal e Novo Ano, Oliver Twist, além da história do famoso mágico David Copperfield. Ele, Charles, claro, viveu uma parte de sua vida aqui em Eastbourne e uma casa na chamada Old Town ostenta uma placa que reverencia a passagem do senhor Dickens pela animada e turística Eastbourne. Mas voltando à Chatham, lá fomos visitar um espaço que pode ser confundido entre espaço e teatro onde representa-se a história do supracitado Oliver. Mas a história não é simplesmente contada com atores, mas sim com o cenário idealizado por Dickens que compõe toda a história de Oliver Twist, um garoto que representa a astúcia e a superação perante as dificuldades e as mazelas da vida – pelo menos essa deve ter sido a intenção inicial do escritor.
Depois disto tudo, aí sim num verdadeiro teatro, pode-se ter a incrível visão da vida de Charles Dickens sendo contada por bonecos de cera perfeitamente moldados com as características de alguns dos seus mais famosos personagens. Apesar do show ser um pouco desanimado, a qualidade da montagem dos bonecos e a sonorização são absurdamente acima da expectativa para uma atração cultural de uma cidadezinha. Voltar para Eastbourne foi sem dúvida a melhor escolha pois o frio voltava a apertar e o dia seguinte prometia ser bom. Prometia.
Acordei cedo. Cedíssimo. Às 6 da manhã de um domingo com temperaturas próximas das vistas no dia anterior, me agasalhei da melhor forma possível para agüentar o frio e a distância da viagem até Oxford, onde estaria em uma das cidades mais esperadas já que é lá onde acontece a vida educacional britânica e de onde saíram as melhores cabeças do Reino Unido, quisá do mundo. Desta vez o traslado foi rápido e demorou quase a metade do tempo previsto. Chegamos lá por volta das nove e meia quando muitos foram no McDonald’s e outros na Starbucks para tomar um café, segundo eles descente. Começamos a conhecer a cidade onde nada estava aberto e nenhum museu foi possível visitar. A expecatitiva de visitar a Christ Church, onde foram gravadas algumas cenas dos filmes do Harry Potter também foi frustrada inicialmente. Passamos então, duas horas e meia esperando por nada. Ou melhor, por um grupo de brasileiros que vinha de Cambridge para nos encontrar no templo da inteligência britânica. Ali vimos, aí sim, a tal da Christ Curch que de nada impressionou. A visão da sala comunal foi tão irreal e sem nexo como qualquer quadro abstrato onde não se vê nenhuma semelhança com aquilo que se conhece. Outro lugar esperado eram os campos internos da Igreja onde forma gravadas cenas das partidas de quadribol. Como dizem por aqui, rubbish. Nada de parecido. Nada que me fizesse colocar um foto no blog para que vocês tentassem reconhecer. O melhor mesmo era a Igreja que reunia muita história e muita beleza. Por isso, esta merece uma foto.

Depois de tanta lembrança em dois dias voltei para Eastbourne para passar os próximos estudando e foi isso mesmo que fiz, sem antes, claro, me frustrar com a derrota do NY Giants nos playoffs da NFL. Apesar da frustração, ganhei uma boa notícia enquanto acompanhava o jogo em um blog especializado onde consegui um site que transmitia qualquer tipo de partida possível. Logo, está garantida a transmissão da estréia do Corinthians no Campeonato Paulista ou no amistoso contra o Estudiantes. Quero ver o meu pique agüentar até a meia-noite daqui. Além, claro, de poder acompanhar inúmeras modalidades a qualquer momento do dia e, o melhor, ao vivo. O site, para os interessados, é www.atdhe.net.
Cheguei a escola na segunda-feira cansado pelo fim de semana e obtive motivos para melhora logo que começaram as aulas. Cada dia mais interessantes, sim sem nenhum tipo de demagogia, as coisas vão bem e o IELTS está me incentivando a me estudar. Além dos professores ajudarem muito, a minha avaliação de que o meu vocabulário se estendeu e as minhas conversas tem se tornado mais longas e interessantes são uma prova de que consigo me expressar melhor, entender melhor e até vislumbrar coisas melhores para esse futuro próximo que me assusta. Mas, o futuro mais que próxima me mostra Paris daqui dois dias. Vamos ver o que dá pra conhecer. Vamos ver se conheço desde a Torre Eiffel até Versailles. Quem sabe rola uma Eurodisney... Segunda-feira revelo como foi lá. Até, então, temos mais dois dias e um pouco para contar.
Trilha Sonora do Dia: Arctic Monkeys – Do Me a Favour: ‘Too heavy to hold will force you to be cold.’
Iniciando pelo começo, como já diria um famoso ex-presidente do Corinthians, o sábado foi onde deixei de postar minhas aventuras. Então vou recordar aquela manhã absurdamente gelada na cidadezinha de Chatham. A viagem de ônibus demorou as exatas duas horas previstas e a chegada foi sob uma temperatura que beirava os -4 Celsius em plena luz do dia, dez da manhã. A partir dali fomos conhecer a cidade e o que ela mais tem a oferecer: a história de Charles Dickens. Para aqueles que não conhecer, Dickens foi um dos maiores escritores da história da Grã-Bretanha, sendo autor do clássico mais representado em todas as televisões na época de Natal e Novo Ano, Oliver Twist, além da história do famoso mágico David Copperfield. Ele, Charles, claro, viveu uma parte de sua vida aqui em Eastbourne e uma casa na chamada Old Town ostenta uma placa que reverencia a passagem do senhor Dickens pela animada e turística Eastbourne. Mas voltando à Chatham, lá fomos visitar um espaço que pode ser confundido entre espaço e teatro onde representa-se a história do supracitado Oliver. Mas a história não é simplesmente contada com atores, mas sim com o cenário idealizado por Dickens que compõe toda a história de Oliver Twist, um garoto que representa a astúcia e a superação perante as dificuldades e as mazelas da vida – pelo menos essa deve ter sido a intenção inicial do escritor.
Acordei cedo. Cedíssimo. Às 6 da manhã de um domingo com temperaturas próximas das vistas no dia anterior, me agasalhei da melhor forma possível para agüentar o frio e a distância da viagem até Oxford, onde estaria em uma das cidades mais esperadas já que é lá onde acontece a vida educacional britânica e de onde saíram as melhores cabeças do Reino Unido, quisá do mundo. Desta vez o traslado foi rápido e demorou quase a metade do tempo previsto. Chegamos lá por volta das nove e meia quando muitos foram no McDonald’s e outros na Starbucks para tomar um café, segundo eles descente. Começamos a conhecer a cidade onde nada estava aberto e nenhum museu foi possível visitar. A expecatitiva de visitar a Christ Church, onde foram gravadas algumas cenas dos filmes do Harry Potter também foi frustrada inicialmente. Passamos então, duas horas e meia esperando por nada. Ou melhor, por um grupo de brasileiros que vinha de Cambridge para nos encontrar no templo da inteligência britânica. Ali vimos, aí sim, a tal da Christ Curch que de nada impressionou. A visão da sala comunal foi tão irreal e sem nexo como qualquer quadro abstrato onde não se vê nenhuma semelhança com aquilo que se conhece. Outro lugar esperado eram os campos internos da Igreja onde forma gravadas cenas das partidas de quadribol. Como dizem por aqui, rubbish. Nada de parecido. Nada que me fizesse colocar um foto no blog para que vocês tentassem reconhecer. O melhor mesmo era a Igreja que reunia muita história e muita beleza. Por isso, esta merece uma foto.
Depois de tanta lembrança em dois dias voltei para Eastbourne para passar os próximos estudando e foi isso mesmo que fiz, sem antes, claro, me frustrar com a derrota do NY Giants nos playoffs da NFL. Apesar da frustração, ganhei uma boa notícia enquanto acompanhava o jogo em um blog especializado onde consegui um site que transmitia qualquer tipo de partida possível. Logo, está garantida a transmissão da estréia do Corinthians no Campeonato Paulista ou no amistoso contra o Estudiantes. Quero ver o meu pique agüentar até a meia-noite daqui. Além, claro, de poder acompanhar inúmeras modalidades a qualquer momento do dia e, o melhor, ao vivo. O site, para os interessados, é www.atdhe.net.
Cheguei a escola na segunda-feira cansado pelo fim de semana e obtive motivos para melhora logo que começaram as aulas. Cada dia mais interessantes, sim sem nenhum tipo de demagogia, as coisas vão bem e o IELTS está me incentivando a me estudar. Além dos professores ajudarem muito, a minha avaliação de que o meu vocabulário se estendeu e as minhas conversas tem se tornado mais longas e interessantes são uma prova de que consigo me expressar melhor, entender melhor e até vislumbrar coisas melhores para esse futuro próximo que me assusta. Mas, o futuro mais que próxima me mostra Paris daqui dois dias. Vamos ver o que dá pra conhecer. Vamos ver se conheço desde a Torre Eiffel até Versailles. Quem sabe rola uma Eurodisney... Segunda-feira revelo como foi lá. Até, então, temos mais dois dias e um pouco para contar.
Trilha Sonora do Dia: Arctic Monkeys – Do Me a Favour: ‘Too heavy to hold will force you to be cold.’
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