Falar sobre o British Museum, a Oxford Circus, as três principais linhas de metrô fechadas que cancelaram minha ida ao Tate Modern, a plataforma 9 ¾ - aquela do Harry Potter – hoje soa como pouco.
Não vou me estender muito. Quero falar de como é ver uma megalópole do alto. Não tão alto quanto de um avião, onde é impossível distinguir algumas de suas mais belas feições, mas não ao nível do asfalto onde tem se uma visão limitada pelos prédios.
Desejei muito sobre Londres. Pelo menos um dos meus anseios do post anterior foi realizado: o céu estava claro e límpido, ao menos no sábado. Isto me possibilitou uma vista fantástica da London Eye e de dentro dela. Isso mesmo,subi na London Eye. Aquela roda gigante tão imponente e ao esmo tempo graciosa me proporcionou ver o Thames ao longe e o Parliament de cima. Tive tanta sorte que até estrelas e Lua estavam no céu. A subida é lenta, mas rápida. Contradição? Nenhuma. Tudo depende apenas do ponto de vista. Olhando de baixo, do chão, a escalada rumo ao topo parece um suplício temeroso. Os grandes compartimentos em que subimos parecem até balançar. Para aumentar um pouco a tensão, naquela mesma manhã, a London Eye tinha quebrado! Por cerca de uma hora as pessoas ficaram lá em cima, impossibilitadas de descerem e apreciando a vista de uma cidade sem limites. Mas o desespero deve ter sido gigantesco. A compra do ingresso demorou mais do que esperava, mas sem alguma desorganização. Se existe uma coisa da qual os ingleses podem bater no peito se orgulharem é das regras e organização que são seguidas por todos. Entretanto a educação e a limpeza...
Rodamos o dia todo sem um rumo específico. O rumo, sabíamos, era alcançar o cume do céu de Londres guiados pela roda-gigante. Saímos da estação Waterloo e andamos um pouco em direção ao London Eye, quando passavam das sete da noite e o céu já estava, há tempos, turvado de negro. Comecei a sentir o que nos esperava quando avistei aquela bola gigantesca toda iluminada. A minha barriga chiou, minhas pernas estremeceram e uma interjeição mal educada soltei. Não ia desistir do vôo – é assim que eles chamam o passeio.
Aproximamo-nos e vi a nossa gaiola com o número 20 marcado. Pelo menos não era o 13. Começamos a subir vagarosamente e tudo que via era um rio acima de mim, mas de acordo com a subida as coisas vão ficando mais calmas. Não sei se é porque o rio se distancia ou se porque temos mais com o quê prestar atenção, mas fiquei tranqüilo. Diferentemente da Luana e de um francês, que sofre de medo de altura e subiu na roda gigante pela segunda vez. Talvez enviado pelo seu respectivo psicólogo. Não existe outra explicação mais lógica. Ou menos tonta.
Não consegui transcrever aqui um décimo do que foi essa experiência, como diria Marco Bianchi, embasbacante. Queria fotos e vídeos, mas, a mineira esperta, levou o cabo da minha câmera para casa e ficou impossível mostrar aqui um pouquinho do que foi lá. Amanhã talvez eu tente. Amanhã dia de pub night.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
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Talvez a impressão da beleza das coisas que temos quando estamos no alto, se deva ao fato de estarmos mais perto de Deus.
ResponderExcluirAlem disto, nos faz lembrar o quanto somos insignificantes e pequenos perante a grandiosidade de certas coisas, principalmente a natureza.
Quanto ao frances que pela 2a vez encarava a roda gigante parabens para ele, faz sentido. Se voce não encara o seu medo ele te domina...
De novo cito o grande MKzK, experiencias, sensações e imgens são só suas, aproveite...
Saudades,
PS - Suas aulas ja começaram!
Você consegue ver a London Eye da cidade toda? Isso deve ser um máximo. E ver a cidade toda da London Eye também. Ainda mais a noite. Imagina no crespúsculo? Nossa!
ResponderExcluirImagina meu estado.